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terça-feira, 2 de abril de 2013

DIA MUNDIAL DA FLORESTA

Nada mais justo do que dedicar o artigo deste mês ao tema da floresta, uma vez que em 21 de março comemora-se o Dia Mundial da Floresta. E quando se fala em florestas, é preciso alertar sobre a necessidade urgente de conscientização e preservação das árvores.
A Festa passou da Árvore à Floresta quando, em 1971, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO, estabeleceu o Dia Mundial da Florestal com o objetivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra. Como consequência, celebrou-se no nosso país, em 1972, o primeiro Dia Mundial da Floresta, tendo sido escolhida, como em muitos outros países do Hemisfério Norte, a data do 21 de março, o primeiro dia da Primavera.
Na proximidade do Dia Mundial da Floresta (21 de Março) é frequente fazer-se um alerta das problemáticas que assolam as florestas por todo o mundo. As florestas, das quais os humanos e outros animais dependem fortemente, captam o dióxido de carbono, fornecem oxigénio e purificam o ar. A sua capacidade de retenção de água evita desastres como deslizamentos de terras, cheias e secas. As florestas tropicais, as mais importantes florestas que ainda sobrevivem, contêm cerca de dois terços de todas as espécies de animais e plantas. As plantas tropicais são a base para vários medicamentos úteis. Com a actual taxa de desflorestação, calcula-se que 15% do total das espécies poderão desaparecer nos próximos vinte anos.
A desflorestação no nosso país iniciou-se no Neolítico com o início da prática da agricultura e da domesticação de animais.
Neste momento, a principal causa de desflorestação no nosso país são os fogos florestais que assolam, anualmente, as nossas florestas, levando à destruição de milhares de hectares. Estes fogos surgem devido a diversos fatores como descuido na realização de queimadas; através da mão criminosa do Homem e devido às condições climatéricas: temperaturas elevadas e trovoadas. Anualmente, são gastos milhões de euros na prevenção de fogos florestais, desde a limpeza de matas, às campanhas de sensibilização e também na vigilância e combate. No entanto, não tem surtido o efeito desejado, pois, as nossas florestas continuam a arder.
Para além da desflorestação existem inúmeros problemas ambientais, sendo a poluição nas suas variadas vertentes o mais preocupante.

Há necessidade de criar uma mentalidade ecologista nos habitantes dos diversos locais.

Devemos, todos, pensar em deixar um mundo melhor para os nossos filhos.

Arminda Dias

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